domingo, 14 de abril de 2013

O Cético: ceticismo localizado


4 comentários:

  1. O ceticismo é a doutrina do questionamento, TUDO será questionado, sem exceção, porém, caso haja evidências suficientes para sustentar uma ideia, é necessário que se aceito ou isso deixará de ser ceticismo e se tornará irracionalismo, é exatamente por isso que o criacionismo não é aceito pelos céticos, as "evidências que provam" a veracidade da criação (segundo os criacionistas), ou são inverificáveis ou são apropriação e distorção de conceitos científicos, eles simplesmente dão uma causa divina a questões que podem ser explicadas de forma natural sem interferência de qualquer divindade.

    Quanto a criação, é especulação até que se prove o contrário.

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    1. O mesmo poderíamos dizer do evolucionismo, não é mesmo?

      Veja bem: A geração espontânea (que foi lançada por terra na década de 1860 por Louis Pasteur, através do experimento do caldo nutritivo) era, e ainda é, uma das únicas bases argumentativas que explicam o surgimento da vida da matéria bruta. Isto impõe uma série de DÚVIDAS quanto àquela historia da "receita de bolo", de que, com a atmosfera primitiva bombardeada constantemente por tempestades elétricas e raios ultravioletas, haveria a geração de um oceano primitivo, que por possuir as condições químicas ideais, criaria os primeiros organismos vivos unicelulares.

      Mas se de fato a geração espontânea foi desmentida, como a base evolucionista pode afirmar que a vida surgiu de uma "sopa nutritiva"?
      Ou, partindo do princípio de que nenhuma mutação genética observada em laboratório ou fora dele, consegue ser capaz de aumentar a informação do genoma, como sequer organismos vivos poderiam ter evoluído?

      Se seguirmos a sua lógica, concluiremos que, do ponto de vista cético, o evolucionismo também não deveria ser aceito, por ser especulação e se basear em conceitos infundados, "até que se prove o contrário", não é?

      No livro "Em defesa de Cristo", escrito pelo ex-ateu Lee Strobel, encontramos uma entrevista com o judeu Louis S. Lapides, que apresenta um estudo matemático interessante sobre as professias messiânicas (ou seja, à respeito da vinda do messias), realizado pelo matemático Peter W. Stoner.
      Neste estudo, vemos que existem na bíblia um total de 48 professias messiânicas. Pela arqueologia, temos não só as evidências e achados de um Jesus histórico, como também comprovações na própria história de que este Jesus cumpriu todas as 48 professias messiânicas (tais como: seus ossos não seriam quebrados, fugiria para o Egito, nasceria em Belém e seria chamado nazareno, etc... Verificar para detalhamento e referência o livro "O Salvador prometido", de Roger Liebi)

      Desconsiderando o fato destas professias terem sido escritas comprovadamente séculos antes de Cristo (o que já é extraordinário), pelos métodos de datação realizados sobre os manuscritos do mar morto (referências: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/manuscritos_mar_morto.html , http://www.mackenzie.br/7141.html ), o estudo que Peter conduziu demonstra que a possibilidade matemática de aleatoriamente 8 destas professias se cumprirem na vida de qualquer pessoa é, aproximadamente, 1 em 100 trilhões.

      Para que possamos ter uma ideia do significado deste número, a chance de alguém conseguir ganhar na mega sena, por exemplo, é de aprox. 1/50 milhões (http://m.brasilescola.com/matematica/chances-ganhar-na-mega-sena.htm), ou seja, é EXTREMAMENTE mais fácil ganhar na loteria do que cumprir 8 aleatórias professias messiânicas.

      Ora, Jesus não cumpriu apenas 8 destas profecias, mas TODAS. Segundo o próprio Peter, a possibilidade de todas as 48 professias se cumprirem em apenas 1 pessoa é equivalente à uma em um trilhão elevado à décima quinta potência. O que já passa a ser assumido pela matemática como "impossibilidade matemática", pelas chances serem consideradas nulas.

      Isto aliado ao fato de que Jesus cumpriu todas as profecias à seu respeito, demonstram que existem evidências concretas da veracidade da bíblia e do criacionismo sim, sem serem "distorções de conceitos científicos" ou "causas divinas" absurdas, como o senhor mesmo inferiu em seu comentário.

      Eu o convido a fazer como o bom cético deve fazer: buscar a verdade, sem opiniões e conjecturas pessoais sobre "religiões" ou "ciência".
      As evidências existem, e desconsidera-las é sair do campo do ceticismo e entrar no campo da "irracionalidade", conforme o senhor mesmo explicitou em seu comentário.

      "O meu povo perece porque lhe falta o conhecimento [...]" Os 4:6

      E não existe outra forma de obter este conhecimento, senão por questionamento.

      Cordialmente,

      Igor Mascarenhas Péres

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    2. Primeiramente: o termo "evolucionismo" é inapropriado. Do mesmo jeito que não usamos termos como "gravitacionismo" em física ou "conservadorismo" em química, por exemplo. A teoria da evolução não é uma doutrina filosófica ou religiosa e não merece tal tratamento. A teoria da evolução é nada mais que um ramo da biologia que descreve e estuda as gradativas mudanças hereditárias sofridas pelos organismos. É importante ressaltar que independente da origem dos organismos vivos a evolução continua sendo um FATO cientifico (algo cuja existência pode ser constatada de modo indiscutível; verdade).

      A ciência já comprovou que os organismos mudam com o passar das gerações e essas mudanças são cumulativas. Portanto não interessa se os organismos surgiram espontaneamente, formaram-se a partir de matéria não viva ou mesmo se algum "ser" os projetou para dentro da existência. O fato é: seres vivos "evoluem"! E quanto a origem da vida? Continua sendo um mistério. Louis Pasteur e outros certamente refutaram a partir de experimentos a hipótese de geração espontânea, isto é: a possibilidade de que formas de vida poderiam surgir a partir do nada em um ambiente propicio.

      O que os cientistas fizeram? Abandonaram a teoria da evolução? É claro que não! Os seres vivos, de fato, evoluem. Podemos observar a evolução na natureza e reproduzi-la em laboratório. O que os cientistas fizeram? Desistiram de uma explicação racional? É claro que não! Eles formularam novas hipóteses.

      A mais "bem vista" pela maioria dos cientistas hoje em dia é a abiogênese. A abiogênese descreve modelos pelos quais a vida poderia ter surgido a partir de matéria não viva. Primeiro, teriam se formado moléculas básicas necessárias a vida, posteriormente as moléculas ganharam complexidade e se ajuntaram em microambientes fechados, estava formada uma "protocélula". Todos esses passos são baseados no conhecimento cientifico de química orgânica e hipoteticamente poderiam ter acontecido espontaneamente.

      E quanto ao criacionismo? A hipótese criacionista mais disseminada é a de que os seres vivos teriam sido projetados por um Deus e surgido por intervenção divina, criados a partir do NADA! Eu tenho três prolemas com essa hipótese, dois deles são filosóficos e o outro é cientifico.

      Filosoficamente, do meu ponto de vista é irracional pensar dessa maneira, não temos um único exemplo de substancia física alguma materializando-se do nada. Não temos também nenhuma evidencia para existência de Deus. Se Deus criou a vida, não é logico que primeiro se prove a existência de Deus? Mas o que os criacionistas tentam fazer é provar a existência de Deus a partir da hipótese de que Deus criou a vida.

      O terceiro e último problema é que a hipótese criacionista não pode ser testada. Como testar a partir de um experimento que Deus criou a vida? Como estabelecer uma teoria a partir disso? Se uma hipótese não pode ser testada não é uma hipótese. Portanto a "hipótese" criacionista não é cientifica. Isso implica que não há lugar para o criacionismo dentro das aulas de biologia.

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    3. Seu argumento para a existência de Deus se baseia na mesma lógica de um dos argumentos cosmológicos teístas mais conhecidos. Você descreve uma situação que teria tão pouca chance de acontecer que seria absurdamente improvável, portanto isso é evidencia para a existência de Deus. O problema é que se há uma chance de que um fato aconteça mesmo que essa chance seja infinitesimal não é IMPOSSIVEL. Portanto não há porque tirar conclusões baseadas no sobrenatural, você poderia destacar o extraordinário como indicação de intervenção divina mas dificilmente construir um argumento logico para a existência de Deus. Sem falar na possibilidade de que Jesus nunca tenha existido. Não é piada, há controvérsia entre os historiadores.

      Para acreditar na Bíblia você precisa de fé. O que é fé? “A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, AINDA QUE NÃO HAJA NENHUM TIPO DE EVIDÊNCIA que comprove a veracidade da proposição em causa.”

      A fé é talvez o ceticismo ao contrário.

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